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Vida Cristã

Diabo, Possessão, Opressão e Jejum

1. Satanás, o diabo.

É o príncipe do mal e, portanto, dos anjos (de mensageiros) maléficos. Seu nome, satanás, vem do hebraico que significa “adversário”, apontando para a sua oposição aos homens. Ele atua de tal forma nos incrédulos (Ef 2.2), que o mundo inteiro fica sob o seu controle (1 Jo 5.19  ;  Lc 4.6  ; Jo 12.31  ;  Jo 14.30).

Os homens descrentes estão sujeitos a ele (At 26.18), cegados por ele (2 Co 4.4) e enganados por ele (2 Co 11.13,14). Ele é homicida e mentiroso por essência (Jo 8.44) e tem o poder da morte sobre os seus súditos (Hb 2.14).

Seu nome “diabo” (do grego, diabolos) significa “acusador” (Ap 12.10) e subentende o desejo de devorar (1 Pe 5.8), peneirar (Lc 22.31) e derrotar os discípulos de Cristo.

2. Demônios.

São anjos decaídos, foram criados perfeitos e sem pecado, e, como o homem, dotados de livre escolha. Sob a direção de Lúcifer (satanás), muitos pecaram e foram lançados fora do céu (2 Pe 2.4). Segundo as Escrituras, os anjos maus passam parte do tempo no inferno (2 Pe 2:4) e parte no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam (Jo 12.31  ;  Jo 14.30  ;  2 Co 4.4  ;  Ap 5.9  ;  Ap 7.13,14). Os anjos não são contemplados no plano de redenção (1 Pe 1.12) mas o inferno foi preparado para o eterno castigo dos anjos maus, os demônios (Mt 25.41).

3. Possessão demoníaca.

Definimos a possessão demoníaca como a ocupação da mente que ofusca ou elimina a personalidade do possuído, permitindo a manipulação de todas as suas faculdades sensoriais por parte de uma entidade espiritual maligna. Se apossa de um corpo na tentativa de exprimir, em nível físico, suas intenções blásfemas numa autêntica agressão ao ser humano que foi feito para ser santuário de Deus e não de demônios.

A possessão demoníaca é um fenômeno que se verifica universalmente, apesar de que certos povos, pela sua cultura mais voltada para as manifestações espirituais, sofram maior incidência de casos visíveis de fenômenos de possessão.

Normalmente, a possessão demoníaca é acompanhada por vários sintomas, alguns dos quais enumeramos a seguir:

1º Sintoma. O endemoniado tem dentro de si a presença de um outro ser, de uma entidade maligna (Lc 4.41).

2º Sintoma. O endemoniado fica possuído de força sobrenatural (At 19.13,16); a luta contra endemoniados não deve se desenvolver no campo físico (Ef 6.10  ;  Zc 4.6).

3º Sintoma. O endemoniado sempre tem acessos de raiva. Devemos entender a diferença entre força e raiva nas manifestações do endemoniado, porque há casos nos quais o possesso revela ódio profundo, porém não tenta agredir a ninguém. Normalmente podemos observar olhares faiscantes e gestos que denunciam ódio terrível.

4º Sintoma. O endemoniado sempre tenta resistir a manifestação da genuína fé cristã (Mc 1.22,23). A mesma coisa não acontece com um louco, ou um doente mental . Há casos em que os demônios resistem, não querendo abandonar os corpos de suas vítimas (Lc 9.40). Nesses casos de resistência o Senhor Jesus recomenda jejum e oração (Mc 9.29).

5º Sintoma. O endemoniado geralmente demonstra conhecimento sobrenatural por clarividência ou adivinhação (At 16.16,18).

6º Sintoma. O endemoniado quando não fica mudo (Mc 9.25), geralmente fala com voz diferente da sua, podendo ser mais grossa ou mais fina (Mc 5.6,9).

7º Sintoma.  O (s) demônio (s) pode (m) sair de uma pessoa para entrar noutra, ou mesmo em animais. Para que aconteça, basta que haja uma “casa varrida e ornamentada” à disposição  do (s) domônio (s) (Lc 11.24,26  ;  Lc 8.31,33).

3.1 Causas da possessão demoníaca.

Apontamos, a seguir, as principais causas que levam à possessão demoníaca. Todavia, convém ressaltar, que nem todas as pessoas que apresentam os envolvimentos citados ficam possessos. Mas, todas as que ficam possessas foram, de uma forma ou de outra, envolvidas com uma ou mais dessas causas.

1ª Causa. Envolvimento com macumba ou com espiritismo, seja através da frequência dos rituais, da leitura de literaturas desse gênero, e, após algum relacionamento sentimental, com pessoas envolvidas nessas crenças (Lv 19.31). Esta causa definimos através de testemunhos de pessoas que foram libertadas do problema de possessão.

2ª Causa. Consagração da pessoa, através dos pais, aos demônios, antes do nascimento, ou na infância mais tenra (Lv 18.21).

3ª Causa. O acolhimento no coração, de pecados relacionados ao sexo. A prostituição, o adultério, as relações extraconjugais, as relações com irmãos de sangue, o homossexualismo, o lesbianismo, e os coitos com animais, também,  comumente se observam  como causa da possessão maligna; essas coisas são abomináveis aos olhos de Deus, e, satanás, gosta de tudo que é abominável a Ele (Pv 6.32  ;  1 Co 6.9,10).

4ª Causa. O envolvimento místico com drogas alucinógenas. Elas fazem parte dos rituais macabros da igreja de satanás. Para debilitar a mente da pessoa na macumba utiliza-se a marafa (cachaça).

5ª Causa. Não ter Cristo no coração. Há casos em que o possesso vive uma vida reta, do ponto de vista humano, e nunca se envolveu com o espiritismo nem com qualquer dos outros motivos já apresentados.

3.2 Possessão demoníaca em membros da igreja.

Somente crentes nominais, isto é, que se dizem crentes, tem a possibilidade de ficarem possessos (1 Sm 16.7), e isto é observado no dia-a-dia. No entanto, não cremos na possessão demoníaca em crentes verdadeiros, pelas seguintes razões:

1ª Razão. O crente é santuário do Espírito Santo (1 Co 6.19,20) que é um morador definitivo e não esporádico na vida do crente. Não há possibilidade de convivência entre Cristo e o maligno (Rm 8.9  ;  Ef 2.2). Que harmonia há entre Cristo e o maligno? (2 Co 6.14,16).

2ª Razão. O Espírito Santo é zeloso pelo seu santuário (Tg 4.5).

3ª Razão. O crente é propriedade de Deus (1 Pe 2.9).

4ª Razão. Jesus é o valente que tomou posse da propriedade (Lc 11.21,22).

4. Opressão maligna.

A opressão maligna caracteriza-se pela atuação na vida das pessoas. Esta situação não é de possessão. Agem externamente apenas, assediando a pessoa com sugestões, tentações e doenças malignas.

Vejamos alguns sintomas da opressão maligna.

1º Sintoma. Mania de perseguição. Geralmente as pessoas oprimidas têm a mania de que estão sendo perseguidas. De fato estão, mas não têm consciência da dimensão em que a perseguição está se realizando.

2º Sintoma. Abrasamento sexual doentio. Uma das manifestações de opressão maligna é a tara sexual que é fruto da rendição ao pecado (Cl 3:5).

3º Sintoma. Medo doentio e irracional. A opressão maligna sempre infunde, na mente do oprimido, medo de lugares escuros, medo de entidades espirituais, medo de feitiço e de macumba.

4º Sintoma. Ódio e ressentimento. O ódio acirrado e vingativo quase sempre é consequência de opressão maligna, e muitas vezes constitui uma ponte para a possessão (Ef 4.26,27  ;  Tg 3.14,16).

5º Sintoma. O surgimento de dores de cabeça diante da exposição da Palavra de Deus. Não devemos chegar ao extremo de pensar  que todas as dores de cabeça são consequência de opressão.

6º Sintoma. Falta de ânimo para viver. O desânimo mórbido quanto à vida é, em muitos casos, consequência de opressão maligna (Sl 143.3,4).

4.1 Opressões malignas em membros da igreja.

Vimos que um crente no Senhor Jesus jamais se tornará possesso. Embora saibamos que o crente está guardado da possessão demoníaca, admitimos que ele possa tornar-se oprimido por demônios, se der lugar ao diabo.

Vejamos o que pode dar acesso à opressão maligna na vida de um crente.

1ª Causa. Pecados na vida. Quando um filho de Deus entrega-se à prática do pecado ele entristece o Espírito Santo (Ef 4.30  ; 1 Ts 5.19  ; 1 Pe 5.8).

2ª Causa. Ressentimento, ódio e inveja amargurada no coração. São elementos utilizados por satanás para oprimir a vida do filho de Deus (Ef 4.26,27  ;  Tg 3.13,15).

3ª Causa. O abandono de uma vida de oração e leitura da Palavra. Com frequência, esta situação é a causa da opressão maligna na vida de certos crentes. Sem a espada do Espírito (Ef 6.17) o crente fica sem a arma ofensiva para vencer as batalhas e permanecer inabalável (Ef 6.13).

4ª Causa. Dúvida quanto ao poder que Jesus tem para livrar os seus. As consequências de não nos apropriarmos, pela fé, da potencialidade das promessas de Deus para a nossa segurança, é sempre o derrotismo e uma visão espiritual maligna. Pessoas assim sentem-se derrotadas em tudo vêem demônios em tudo e se sentem atormentadas por eles em todo o tempo.

5. O jejum.

O jejum é passar algum tempo sem ingerir alimento ou água. Há o jejum parcial, normalmente exercitado durante tempo maior do que o tempo dos intervalos convencionais entre uma refeição e outra, ou a supressão de alguns alimentos. Uma alteração tanto em quantidade como em qualidade. Em razão disso, esse jejum pode ser a abstenção de alimentos saborosos e o uso exclusivo de alimentação bem simples, como o pão e água.

Jesus praticou o jejum como elemento profundamente necessário à sua vida, ministério e devoção (Mt 4.1,2). Jesus disse que o jejum deveria ser uma das mais sigilosas práticas, pelo menos durante a sua realização (Mt 6.16,18).

Jesus cobrou o jejum rigoroso e sério na condição de meio de graça e poder espiritual em razão do quebrantamento da carne. Cremos que na fraqueza e mortificação dos apetites da carne há uma maior manifestação  do poder de Deus (Mt 17.21  ;  2 Co 12.10).

O jejum expressa:

a) a tristeza pelo pecado e busca de restauração (Dn 9.3,5);

b) busca de orientação (Ed 8. 21.23  ;  Ex 34.28);

c) consagração de vidas para o ministério (At 13.2,3  ;  At 14.23).

O jejum tem efeitos espirituais maravilhosos. Quando um homem jejua ele está, entre outras coisas, dizendo que a comunhão com Deus tem mais sabor do que os outros alimentos. Ele está, dessa forma espiritual, alimentando-se da presença de Deus. O jejum era uma realidade na vida de Paulo e de todos os apóstolos (2 Co 11.27).

No jejum específico para a confrontação com castas malignas, precisamos ter em mente o fato de que o poder não está no jejum mesmo, mas na motivação espiritual que nos leva ao quebrantamento diante de Deus que é a Fonte Doadora de todo poder e virtude (Mt 17.21).

Há, porém, algumas situações nas quais o jejum não conta com a aprovação de Deus. Quando isso acontece, o jejum é apenas passar fome. Vejamos algumas destas situações.

a) Jejum feito com o coração irado (Is 58.3,4).

b) A vida do praticante do jejum está envolta pelo pecado (Jr 14.10,12).

c) O praticante não possui o coração quebrantado (Zc 7.3,6).

d) O coração do praticante é soberbo e hipócrita, Deus não aceita a “oferta religiosa” do jejum (Lc 18.9,14).

e) Pessoas que, por motivos de saúde, não podem praticar o jejum e mesmo assim o fazem.


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